segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O Sermão de Jesus



“Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte, e como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos, e ele passou a ensiná-los, dizendo...” (5:1, 2). Talvez uma rápida análise do Sermão ajude a demonstrar a sua relevância para nós, no século XXI. Não há um parágrafo no Sermão do Monte em que não se trace este contraste entre o padrão cristão e o não-cristão. É o tema do Sermão; tudo o mais é uma variação dele. Jesus contrasta os seus discípulos com os gentios ou com as nações pagãs. Os pagãos amam-se e saúdam-se uns aos outros,  os cristãos têm de amar os seus inimigos (5:44-47); os pagãos oram segundo um modelo, com "vãs repetições", mas os cristãos devem orar com a humilde reflexão de filhos do seu Pai no céu (6:7-13); os pagãos estão preocupados com as suas próprias necessidades materiais, mas os cristãos devem buscar primeiro o reino e a justiça de Deus (6:23, 33). O Sermão de Jesus pode ser dividido assim:
a. O caráter do cristão (5:3-12) - As bem-aventuranças enfatizam oito sinais principais da conduta e do caráter cristãos, especialmente em relação a Deus e aos homens, e as bênçãos divinas que repousam sobre aqueles que externam estes sinais.
b.         A influência do cristão (5:13-16) - As metáforas do sal e da luz indicam a influência que os cristãos devem exercer para o bem na comunidade se (e tão somente se) mantiverem o seu caráter distinto, conforme descrito nas bem-aventuranças.
c.         A justiça do cristão (5:17-48) - Qual deve ser a atitude do cristão para com a lei moral de Deus? A lei foi totalmente abolida na vida cristã? Não. Jesus não tinha vindo para abolir a lei e os profetas, disse ele, mas para cumpri-los.
d.         A piedade do cristão (6:1-18)-  Os cristãos não devem se acomodar nem com o tipo hipócrita dos fariseus, nem com o formalismo mecânico dos pagãos. A piedade cristã deve destacar-se acima de tudo pela realidade, pela sinceridade dos filhos de Deus que vivem na presença de seu Pai celestial.
e. A ambição do cristão (6:19-34) - O "mundanismo" que o cristão deve fugir pode ter apa­rência religiosa ou secular. Por isso, devemos ser diferentes dos não-cristãos, não apenas em nossas devoções, mas também em nossas ambições.
f. Os relacionamentos do cristão (7:1-20) - Os cristãos estão presos em uma complexa teia de relaciona­mentos, todos eles partindo do nosso relacionamento com Cristo. Quando nos relacionamos devidamente com ele, os nossos de­mais relacionamentos são todos afetados. Novos relacionamentos surgem, e os antigos se modificam. Não devemos julgar o nosso irmão, mas servi-lo (vs. 1-5).

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