“Vendo
Jesus as multidões, subiu ao monte, e como se assentasse, aproximaram-se os
seus discípulos, e ele passou a ensiná-los, dizendo...” (5:1, 2). Talvez uma rápida análise do
Sermão ajude a demonstrar a sua relevância para nós, no século XXI. Não há um
parágrafo no Sermão do Monte em que não se trace este contraste entre o padrão
cristão e o não-cristão. É o tema do Sermão; tudo o mais é uma variação dele.
Jesus contrasta os seus discípulos com os gentios ou com as nações pagãs. Os
pagãos amam-se e saúdam-se uns aos outros,
os cristãos têm de amar os seus inimigos (5:44-47); os pagãos oram
segundo um modelo, com "vãs repetições", mas os cristãos devem orar
com a humilde reflexão de filhos do seu Pai no céu (6:7-13); os pagãos estão
preocupados com as suas próprias necessidades materiais, mas os cristãos devem
buscar primeiro o reino e a justiça de Deus (6:23, 33). O Sermão de Jesus pode
ser dividido assim:
a. O caráter do
cristão (5:3-12)
- As bem-aventuranças enfatizam oito sinais principais da conduta e do caráter
cristãos, especialmente em relação a Deus e aos homens, e as bênçãos divinas
que repousam sobre aqueles que externam estes sinais.
b. A
influência do cristão (5:13-16) - As
metáforas do sal e da luz indicam a influência que os cristãos devem exercer
para o bem na comunidade se (e tão somente se) mantiverem o seu caráter
distinto, conforme descrito nas bem-aventuranças.
c. A
justiça do cristão (5:17-48) - Qual deve ser a atitude do cristão para com a lei
moral de Deus? A lei foi totalmente abolida na vida cristã? Não. Jesus não
tinha vindo para abolir a lei e os profetas, disse ele, mas para cumpri-los.
d. A
piedade do cristão (6:1-18)- Os
cristãos não devem se acomodar nem com o tipo hipócrita dos fariseus, nem com o
formalismo mecânico dos pagãos. A piedade cristã deve destacar-se acima de tudo
pela realidade, pela sinceridade dos filhos de Deus que vivem na presença de
seu Pai celestial.
e. A ambição do cristão (6:19-34) - O
"mundanismo" que o cristão deve fugir pode ter aparência religiosa
ou secular. Por isso, devemos ser diferentes dos não-cristãos, não apenas em
nossas devoções, mas também em nossas ambições.
f. Os relacionamentos do cristão (7:1-20) - Os
cristãos estão presos em uma complexa teia de relacionamentos, todos eles
partindo do nosso relacionamento com Cristo. Quando nos relacionamos
devidamente com ele, os nossos demais relacionamentos são todos afetados.
Novos relacionamentos surgem, e os antigos se modificam. Não devemos julgar o
nosso irmão, mas servi-lo (vs. 1-5).
Nenhum comentário:
Postar um comentário